Mas que beleza, hein?

7 02 2010

Veio sem aviso. Como uma onda que move troncos e redefine o desenho da areia de uma praia, nossa alegria foi varrida repentinamente quando uma briga começou na festa de formatura da turma de desenho industrial da Faap, nas primeiras horas deste domingo.

Uma multidão se movimentando em frenesi, mulheres gritando, luzes sendo acendidas enquanto a música foi desligada colaboraram para que as duas novas e angustiadas perguntas da noite surgissem: Aonde estão meus amigos? Será que eles estão bem?

Assisti de longe a confusão e curiosamente travei sem conseguir dar qualquer passo.  O fato é que fiquei de pernas trêmulas por um bom tempo, procurando um rosto conhecido, até que o pai do meu amigo formando retornou para a mesa, trazendo em seu rosto uma feição preocupada e o corte causado por um soco. A sensação que tive foi de que um murro me acertara o estômago enquanto tentava acreditar na cena. Um pai de família que num gesto tão nobre (quanto arriscado – conforme foi comprovado), sai em busca do filho e da filha, que corriam risco, que acabou por retornar para a mesa machucado.

Após a nossa “família” se reagrupar aos poucos depois da confusão – e o meu clima para a festa ter se dissipado – predominou a aliviante sensação de todos, apesar de abalados, estarem alí juntos, vivos e com saúde. Quem está a par com o que acontece no mundo sabe que os danos foram mínimos, que as coisas poderiam ter sido bem piores. Mas era olhar para o pai de meu amigo desajeitado e sua filha em prantos que vinha a tona toda a tristeza e o pensamento de que qualquer situação como a por nós vivenciada não é nada menos do que imbecil. Voltei para casa decepcionado, numa marola que embaralhava meus pensamentos e turvava minhas idéias. Mas uma coisa eu conseguia ver sem precisar pensar muito; como as coisas estão fora do lugar. Não é?

Ódio Gera ódio

Situações como essa são extremamente complicadas. É aquele clássico lema de “uma coisa leva a outra”. Violência só gera mais violência e essa cadeia só é quebrada e não piora quando alguém engole um sapo – ou não revida um soco na cara. E fico imaginando o que não sentiria se estivesse no lugar do meu companheiro, cujo pai foi tentar fornecer proteção.

O grande fato é que viver em sociedade torna-se cada vez mais complicado. Já escrevi antes sobre a Sociopadia ou Sociofobia que tenho ao observar o comportamento das pessoas que, cá para nós, não sabem  o conceito de sociedade e portanto, vivem em um agrupamento.  Moram juntas mas se preocupam apenas consigo mesmas e seus próximos. Quanto ao resto das pessoas… Ué, existe resto?

Também é interessante observar que uma boa situação financeira não significa ter educação – ou um comportamento equilibrado, sadio. É interessante ver que dinheiro abre portas, mas não necessáriamente forma cidadãos ou cria valores éticos e morais. $ promove a possibilidade para a educação, mas isso não garante absolutamente nada. Chega a ser estranho a quantidade de pessoas que não consegue criar valores que envolvam o próximo. Tem muita gente que não sabe, mas eu não vivo sem você e você não vive sem mim. Quase como eros e tânatos. E na hora que esta realidade for esquecida de vez, como acontece cada vez mais, nós estaremos perdidos.

Seja racional. Pense. Faça terapia, se necessário. Olha ao redor! Lembre-se que o mundo não começa nem terminará em você; que seus atos definem as ações de muitas pessoas. Se você pensar minimamente, terá a capacidade de enchergar que tudo o que não precisamos é de uma cicatriz no rosto de uma pessoa do bem.

Assista ao vídeo abaixo e começe a pensar.





Resenha: Onde vivem os Monstros

2 02 2010

Um filme que tinha um tema interessantíssimo para fazer um golaço de levar a torcida ao delírio, mas que o resultado acabou passando a 3 metros de distância do travessão. Não lí o livro originário da história, mas o que ví no filme deixou a desejar.

Max é uma criança cheia de energia que gosta de se socializar, mas que vive em uma família aparentemente desestruturada. Sua irmã não é cuidadosa com ele, seus pais são separados e sua mãe tentar conciliar arduamente o trabalho – que está para perder – com o cuidado com o filho, que deseja atenção.

Em uma determinada noite em que não consegue a atenção desejada, Max briga com sua mãe, foge de casa até encontrar – supostamente – o oceano e um barco em sua margem. O garoto entra no barco e realiza uma longa viagem sem rumo que lhe levará a uma ilha povoada por um grupo de monstros. Estes viviam em desarmonia até que Max aparece e para evitar de ser comido, afirma ser um rei.

Os primeiros contatos com o estrangeiro e os habitantes da ilha – que vivem como uma família – é bem sucedido e todos se animam com a novidade, mas cedo as caracteristicas complexas e até mesmo violentas de alguns dos nativos começam a marcar presença de modo a atrapalhar as relações e instaurar o conflito, a desordem.

É extremamente pesado o comportamento de Carol, um monstro com características bipolares que  aparenta ser uma boa pessoa, mas não consegue lidar com seus sentimentos, especialmente pelos que sente por KW, monstra pela qual é apaixonado. Ciúmes e até mesmo paranóia entram em cena de modo assustador.  Não é um filme para crianças.

Em determinado momento, em meio a desordem, Max diz que gostaria que os monstros tivessem uma mãe, de modo que as coisas pudessem ser organizadas e resolvidas em vez de predominar o conflito iminente. É neste momento que ocorre um paralelo entre a família que Max se encontrava e a família que possui. O garoto acaba retornando para sua casa quando, aparentemente, descobre o quão maravilhoso é seu lar e como é bom ter uma mãe.

Infelizmente o filme abusa da “viagem” e deixa de fornecer diálogos pertinentes, que são escassos. Predomina a agústia o silêncio e o descontrole no mundo dos monstros, mas muita coisa de suas histórias não são explicadas, esclarecidas – coisas que julgo serem pertinentes.

Uma situação que me tocou foi a cena em que durante uma brincadeira, monstros jogam bola de lama seca em um outro, que disse que a brincadeira estava machucando. Mesmo assim a cena é engraçada e os monstros jogam mais bolas de lama, mas a graça “vai para o saco” quando posteriormente o monstro revela um corte em seu corpo por conta da brincadeira. Realmente estava machucando mas – como era de costume – ninguém o escutava.

Rolam muitas cenas de pressão psicológica, mas faltava um pouco mais de diálogo. Sabe quando você sai do cinema esperando mais? Quando o seu time estava com os melhores jogadores, os melhores “elementos”, mas a participação foi mediana? Pois é… Torcedor se desaponta. Mas eu recomendo, definitivamente.

Nota:7,5





Serra da Bocaina

30 01 2010
Amanhecer na Serra da Bocaina

Amanhecer na Serra da Bocaina

E lá estava eu viajando.  Um momento da vida em que cada segundo é uma transição capaz de revelar novas paisagens, cheiros, gostos, horizontes, novas maravilhas do mundo. Como já havia dito no post sobre a viagem para Bonete, na Ilha Bela, acredito que existam poucas coisas melhores na vida do que viajar. E desta vez estava rumando, junto com o pai de um amigo meu, para o campo, local que – particularmente – me agrada ainda mais que o sol e o calor (geralmente excessivos) de uma praia. Serra da Bocaina, aqui vou eu.

Vale do Paraíba - Vista da Bocaina

Vale do Paraíba - Vista da Bocaina

Já possuia como objetivo, ao colocar o pé na estrada, me dirigir para uma residência próxima do Parque Nacional da Serra da Bocaina e desvendar um pouco mais da região. Locais para ficar na Bocaina não faltam. Entre eles, os que tomei conhecimento durante a visita ao local estão a Pousada da Joaninha, Pousada Lageado,  Pousada Recanto da Floresta, Pousada Conde D’Eu e a Pousada Campos da Bocaina. Ainda existem outras, mas não as conheci.

Para chegar no parque é necessário (saindo de São Paulo) seguir a Rodovia Dutra até  o km 8 (sugiro utilizar a carvalho Pinto inicialmente) e saia da estrada em Queluz. Atravesse o Rio Paraíba do Sul e siga em direção a Areias, trajeto que possui 12 km. Após chegar em Areia percorra mais 24 km até São José do Barreiro e é nesta cidade que você pode acessar a SP 221, estrada (de terra) que lhe levará, após 26 km percorridos, até a entrada do Parque da Serra da Bocaina. Vale dizer que para transpor muitas destas estradas você não precisará de um veículo 4×4, mas  certamente será necessário um modelo com boa altura em relação ao solo, pois em muitos trechos a estrada é “punk”.

Entre outras atrações que desconheço, o parque possui a trilha do Ouro, um trajeto que segue da Bocaina até Mabucaba (RJ) – que foi utilizada pra transportar, adivinhem? Ouro. A travessia pode ser realizada em aproximadamente três dias, mas para que seja efetuada, é interessante contar com um guia especializado, que pode ser encontrado na MW Trekking

Dentro do Parque você pode conhecer e (fabulosa) cachoeira Santo Izidro, que em sua maior queda deve possuir pelo menos 30 metros – sem exageiros. Definitivamente vale uma visita. Antes de cehgar no parque também há, em uma uma entrada à esquerda que só pode ser acesada à pé – peça informações para os guardas que ficam na portaria do parque – que ruma  a cachoeira das onças. Não é surpreendente como a Santo Izidro mas tem lá seus encantos.

Eu na Cachoeira Santo Izidro

Cachoeira da Lage

Cachoeira dass onças

Mais distante do parque – 18 km, se não me engano -  existe a fazenda “Fundação” e nela há a Cachoeira da Caroba.  O lugar é belíssimo, mas não esqueça de pedir autorização para adentrar na propriedade particular e esteja preparado para uma caminhada de 40 minutos – ou 1 hra, dependendo do seu condicionamento físico – para a queda d’água. No caminho você andará por colinas cheias de “sobes e desces”, atravessará pequenas florestas e cruzará alguns riachos. É diversão garantida para quem gosta desse tipo de coisa.

Cachoeira Caroba

Cachoeira Caroba

No caminho para  a Fazenda fundação, inclusive, também pode ser encontrada uma casa completamente destruída, que reza a lenda, o local foi construído por um homem que queria levar a sua mulher doente para lá. Não se sabe ao certo se após de construída o casal chegou a se mudar para lá ou se na hora de se mudarem a mulher faleceu. O fato é que a casa foi abandonada completamente imobiliada. Isso há muitos anos atrás. Hoje só restam umas poucas ruínas, mas é interessante parar para dar uma olhada.

Para quem quiser procurar, ainda é possível encontrar trilhas e alguns caminhos “tortuosos” para brincar com sua camionete ou Jipe e descobrir locais  com vistas maravilhosas.

Waltão mandando ver na Hiux

Meu passeio na Bocaina durou apenas dois dias e tive companhia o pai de um grande amigo meu (os Walters hehehe). Mesmo com o tempo “corrido” dá para perceber, pelas fotos, o quão maravilhoso o lugar é. Este é outro canto nos arredores de São Paulo que eu recomendo.

Sol nascendo

Sol nascendo

Trilha de descida da Bocaina para Areias

Trilha de descida da Bocaina para Areias

Calanguinho





Top Gear

19 01 2010

Reprodução Internet

Jeremy Clarkson, Richard Hammond e James May. Se você é fã de automóveis e tudo o que acontece no mundo automotivo, tais nomes devem fazer parte de seu repertório. Estes são os apresentadores do Top Gear, o programa (automotivo) mais popular do mundo. O seriado avalia veículos novos e fala sobre o mercado automobilístio e foi criado pelo canal britânico BBC em 1977. Desde então, passou por diversas reformulações e teve um grande números de apresentadores, mas audiência realmente decolou em 1988, quando o jornalista Jeremy Clarkson passou a ser o apresentador principal do programa.

Em 2002 a série foi re-lançada na configuração que permanece até hoje: os três apesentadores que possuem os três melhores empregos do mundo passam seu tempo, durante o programa, testando e avaliando desde os piores até os melhores (literalmente) automóveis já produzidos. Algum destes veículos ainda são testados em um traçado particular do programa pelo Stig, um famoso e misterioso piloto que não possui sua identidade revelada.

Um convidado famoso também faz parte de cada episódio para pilotar o “Reasonably priced car” (carro com preço racional) e competir pelo melhor tempo de volta no circuito. Conversas sobre mercado automobilístico, produtos e automóveis também rolam em todos os capítulocom muito humor, crítica e ironia. Isso sem contar com os desafios inusitados que surgem eventualmente na programação.

Mais do que mostrar muito pneu queimado, carros derrapando e ronco dos mais diversos tipos de motores, Top Gear é um progama divertido de ser assistido por conta da marcante personalidade de cada um de seus apresentadores. Sem dúvida alguma vale a pena investir alguns momentos de sua semana assistindo aoseriado. É entretenimento garantido.

Imagem: Reprodução da Internet





Sushi + Pimenta = Civic Si

16 01 2010


A embreagem é dura, os bancos dianteiros são duros e a suspensão também. Quem lê esta primeira linha pensa tratar-se de uma crítica. Mas não é. Estas são apenas três entre diversas outras ótimas características do civic Si. Nesta versão do sedã, a engenharia nipônica tratou de preparar um conjunto tão refinado quanto um sushi. Mas para acrescentar uma real dose de emoção ao esportivo, os responsáveis pelo projeto buscaram alternativas para deixar o “prato” com o sabor desejado, mais quente. Resultado: tascaram pimenta malagueta no Sushi. E acreditem, o resultado ficou ótimo.

Já passaram pelas minhas mãos alguns modelos renomados. Entre eles, BMW Z4 335i, Mercedes-Benz SL600, Mini Cooper S, 350Z, Subaru Impreza, todos mais rápidos do que o Civic Si. O modelo da Honda, no entanto,  mostrou-me que (apesar de ser um carro realmente veloz) a velocidade não é necessariamente a característica mais importante que um esportivo precisa ter. O que um modelo com pretensões esportivas necessita, é fazer com que o motorista se sinta realmente conectado ao automóvel e que assim  seus sentidos sejam aguçados e estimulados ao extremo, na hora de domar a fera. E isso, caros leitores, o Civic Si tem de sobra. Ele certamente o fará ficar inquieto e começar a suar.

Seu motor é um 2.0 16v aspirado que gera 192 cavalos. Para extrair tamanha cavalaria de um propulsor pequeno, a Honda o projetou para que este possa atingir altíssimos 8400 RPM, enquanto a maioria dos motores atinje o corte de giro em 6500 RPM. Além do desafio de fazer as partes internas leves o suficiente para resistirem a tais rotações, era necessário fazer com que o motor “respirasse” bem a mistura ar-combustível até este ponto. Para tanto, a empresa japonesa equipou a “usina” com um sistema de válvulas variável (i-VTEC), que é capaz de atuar como um comando normal até 6000 rpm e, a partir desta rotação, adiantar o gráu de abertura e o levantamento das válvulas (praticamente funcionar como um “comando bravo” de competição).

Na prática, é depois das 6000 rotações que o motor realmente acorda e junto com seu berro metálico, acorda também todos os seus sentidos. É simplesmente impressionante a velocidade e o “nervosismo” com que as rotações sobem. O motor parece insaciável por altas rotações. Você tem a sensação de que ele está sempre pedindo mais e mais, enquanto os outros esportivos perdem rendimento no limite de giro. Mais por este motivo o motorista invariavelmente acaba atingindo o ponto de corte da injeção eletrônica neste propulsor, no momento de esticar as marchas. E com uma boa dose de pressão no pedal do acelerador, o Si fez 6 km/l na cidade sem trânsito.

Em função de sua baixa inércia, o motor possui torque reduzido, atingindo o pico de 19,2 kgfm a 6100 rpm. Mas como tudo nos dias de hoje necessita de trabalho em equipe e o Si é um carro moderno, o propulsor conta com um excelente câmbio de seis marchas curtas. Este é outro componente do esportivo que me arranca elogios, uma vez que suas trocas são justas, curtas e mantém o motor sempre “cheio”, ou com torque suficiente para que o modelo possa retomar velocidade com facilidade. Na marginal de SP  é possível trafegar  90 km/h a apenas 2500 rpm na sexta marcha…Oou a 6000 RPM na terceira. Fica a seu critério…

Outro ponto positivo do Si é a sua estabilidade. Além de contar com pneus 215/45 calçados em rodas de  aro 17 a suspensão do Si é rígida, limitando a rolagem da carroceria em curvas mais acentuadas. E não podemos esquecer também do LSD (Limited Slip Differential – diferencial com escorregamento limitado), que evita com que uma das rodas que tracionam o modelo (dianteiras) gire em falso, permitindo ainda maior aderência em curvas e arrancadas. É tração de sobra para entender porquê os bancos são duros: eles realmente seguram o corpo nas curvas.

E no dia-a-dia?

O Si não é o carro mais confortável para utilizar no dia-a-dia.  Apesar de ser um sedã com amplo espaço tanto nos bancos dianteiros como nos traseiros e contar com um porta-malas aceitável (definitivamente não é dos maiores), suas reações ariscas podem vir a ser cansativas num relacionamento diário. Se você possui R$ 102.500 para investir em um automóvel – e não possuir nenhum outro na garagem – eu diria que é um investimento arriscado. Lembre-se que ele é um esportivo e a esportividade crua do Si pode incomodar no marasmo do anda e para do trânsito paulistano. Minha namorada, curiosamente, notou que os tapetes do modelo são extremamente confortáveis. E não é que é verdade? Pequenos detalhes assim aumentam a estima do modelo.

A única observação negativa sobre o Si é relacionada aos seus freios. Eles são fortes e progressivos, mas em breves testes de aceleração e frenagem que realizei  em área erma da cidade o sistema fadigou com considerável e assustadora facilidade. Fracamente estou em dúvidas se peguei pesado. Mas honestamente, esperava muito mais deste componente, uma vez que o motor permite com que o veículo seja acelerado a altas velocidades com facilidade. É aquela classica relação “para motores fortes, freios fortes”. Faltou um sistema de freio mais resistente.

Um esportivo que se aproxima do Si em termos de desempenho e o Punto T-Jet, já avaliado neste blog. O modelo da marca italiana anda quase tanto o Civic esportivo, mas é R$ 37.600 mais barato que o potencial rival Japonês. Essa diferença é justificável?

A resposta é complicada, mas diria que sim. O esportivo da Fiat é rápido, esperto e até o acho mais confortável na cidade, por exemplo. É uma barganha pelo que oferece. Mas se é uma boa dose de “pilotagem” que você procura, o sushi com pimenta pode ser mais saboroso que o Pepperoni Italiano. A mistura japonesa é um pouco mais instigante. Brutal, porém refinado, o modelo irá massagear seu ego se você o conduzir corretamente (ou lhe quemiará a boca e o fará lacrimejar, se não estiver preparado). É divertido além da conta, desafiante. E de quebra você ainda leva espaço de sobra e um porta-malas considerável. Para mim, Sushi com pimenta cai muito bem.

Leia também sobre o Polo GT e o Punto T-Jet

Fotos: Márcio Murta





9º Mês de vida do Deunaminhatelha

15 01 2010

Veja o Resumão da vida do blog :

No 1° mês foram 669 visitas.

No 2° mês com o blog teve 1009 visitações, totalizando 1678 acessos desde o primeiro mês.

No 3º mês 1552 pessoas acessaram o blog, atingindo um número de 3230 visitas no total.

No 4º mês de vida 2270 pessoas entraram no blog, totalizando exatas 5500 visitas.

No 5º mês o blog recebeu 2232 pessoas, totalizando 7732 visitas.

No 6º mês o deunaminhatelha recebeu 3354 visitas, totalizando 11 086 visitas acusadas no dia 15/10, com uma média de 112 visitas/dia.  (11.086 no total)

O 7º mês foi pacato. “apenas” 3256 visitas, o que significa uma média de 108 visitas/dia. total de 14.342 visitas.

O 8º mês foi ligeiramente melhor que o 7º em termos de acesso. 3451 pessoas  visitaram o blog,  totalizando 17.793 acessos.

Já o 9º mês do Deunaminhatelha foi contido, uma vez que passamos pelas mais que desejadas ferias. O total foi de 3343 visitas, totalizando 21134.

Os posts exibidos no 9º mês foram:

Deu na minha telha: Música do meu recesso/ Guerras.. O ápice da burrice humana Jogos de tabuleiro/

Automóveis:  Porsche Design abre loja no Brasil/ BMW Z4 335i/ Chevrolet Corsa Classic/ “Grande” Mille Economy Fire

Agradeço pela colaboração de todos.

Abraços!





Porsche Design abre lojas no Brasil

7 01 2010

Esta é a nota que escrevi:

“A Porsche anunciou nesta quarta-feira (9) a abertura de duas lojas da Porsche Design no Brasil. Localizados no Fashion Mall (RJ) e na Villa Daslu (SP), os estabelecimentos disponibilizam aos interessados mercadorias como relógios, canetas, perfumes, óculos e telefone celular, entre outros itens exclusivos e, logicamente, com preços de Porsche.

Um Eau de Toilette Médium (perfume) está sendo vendido por R$ 199, enquanto a caneta Tec Flex Ball Steel / Gold é comercializada por R$ 1.600, o tênis Racer custa R$ 1.470 e um Cachimbo Black Spirit sai por R$ 1.470.

Se você pretende investir quantidades maiores de seu capital, esqueça aquele Honda Civic e compre o Relógio PGC por R$ 68.500. Caso uma exclusividade ainda maior seja seu desejo, é possível adquirir um relógio P6910 Indicator Rose Gold and PVD-Coated Titanium, que vem ao país em edição limitada. Este possui 800 peças e leva 35 dias para ser montado por um relojoeiro. O valor da exclusividade é o que se paga por um imóvel: R$ 151.200.”

Agora fico pensando nestas cifras… R$ 151.200 por um simples relógio. Ok, ele é bonito.. Mas 151 mil reais?

O que me entristece é que essa loja só foi inaugurada porque existe mercado para ela. Ou seja, tem gente que vai “investir” R$ 151,200 em um relógio.  É o cúmulo.   O dinheiro de uma casa para pendurar um objeto inútil no braço.

Um porsche 911 Turbo,  que custa R$ 750 mil também pode ser considerado “inútil” ou “fútil”. E de certa forma é mesmo. Mas o grande fato é queum 911 turbo  realmente FAZ alguma coisa. E na realidade ele realiza uma proeza: 0 a 100 km/h em menos de 4 segundos e ultrapassa os 300 km/h. Fazer um sistema que suporte isso não é barato. Agora.. Um relógio? É simplesmente não ter mais em que gastar dinheiro. Nada justifica.





BMW Z4 335i… Sem noção!

5 01 2010

Em uma paisagem que reinam veículos classificados como populares e com motores 1.0, como no Brasil, qualquer automóvel importado e de maior cilindrada chama a atenção. Modelos conversíveis, então nem se fala. Acabei descobrindo isso ao realizar um test drive de aproximadamente 160 km em um BMW Z4 335i em dezembro. E vale dizer: a experiência foi um senhor presente do papai noel.

Baixo, largo, curto e com linhas “musculosas”, o Z4 335i transpira esportividade e chama a atenção. Nele você certamente não passará despercebido e precisará ter uma paciência de buda para resistir à todas as provocações dos outros motoristas para dar “uma aceleradinha”. Aceleradinha, por sinal, é um termo que não combina com este ” bólido”, que possui um motor seis cilindros 3.0 biturbo, que de acordo com a marca, gera 306 cavalos de potência e 40,8 kgfm de torque. Tais dados, no entanto, podem ser questionados: o Série 1, na versão 135i que faz uso do mesmo motor, a BMW anuncia a mesma potência e torque, mas em testes realizados no dinamômetro pela revista Carro revelou que o modelo gera na realidade 343 cv e 48,2 kgfm de torque. Não duvido que o Z4 em questão esteja na mesma configuração. É tuchar o pé no acelerador para sentir seu corpo colar no banco enquanto o ponteiro do velocímetro atinge a marca dos três dígitos em 5s7, e só parar de acelerar nos 250 km/h por conta do limitador eletrônico. Sem ele os 280 km/h chegariam fácil, pode acreditar.

Mais do que a velocidade em sí, o que surpreende é a sensação até confusa que esse bólido passa para o motorista. Causa estranhamento estar a bordo de um veículo tão luxuoso e refinado que subtamente, de acordo com o seu pé direito, pode ter uma reação tão… arisca? Não. Mas é pra lá de vigoroso. E é curioso como cada décimo de milímetro alterado no curso do acelerador faz o veículo acelerar mais ou menos. Outro fator interessante é que motorista e passageiro trafegam basicamente sentados em cima das saídas do sistema de escape, que emitem uma nota limpa e verdadeiramente encorpada a cada acelerada e uma pequena embaralhada de arrepiar tanto nas reduções quando nas ascenções das marchas. É, em poucas palavras, perfeito. E não tire suas conclusões pelo som da filmagem abaixo se elas forem negativas: elas representam apenas 40% do que é a realidade.

O Câmbio DSG (com dupla embreagem) automático possui sete marchas para aproveitar melhor as faixas de torque e potência da “usina” e é  um dos responsáveis pela sinfonia do Z4, justamente pelas trocas de marcha “expressas”. O conjunto motriz ainda tem a proeza de aliar o desempenho surpreendente com médias de consumo fora do comum: 8 km/l na cidade e 13 km/l na estrada. Diga-me: o que mais você espera?

Tudo funciona em perfeito sincronia no conjunto do Z4. Parece, na realidade, que este carro é uma peça só, de tão sólido que ele é.  A suspensão, com seu curso curto, vai muito bem na estrada e inclina quase nada em curvas, passando altas doses de confirança para o motorista. Já nas ruas esburacadas paulistanas o esportivo sofre, ainda mais porque os pneus que calçam as rodas de aro 19, são de medidas 225/35 na dianteira e 250/30 na traseira. Além do próprio Roadster sofer o motorista tambem sofre com os sacolejos.

Por R$ 307.000, o roadster da BMW não pode ser considerado uma barganha. Mas é um ótimo resultado da união de dois mundos distintos. Até pensei em dizer que ele é um esportivo de  luxo, mas achei o termo insuficiente. Basta lembrar, no entanto, que este é um legítimo BMW para que tudo fica explicado e você saiba que não precisa de nenhuma outra definição.





Música do meu recesso

28 12 2009

Diga lá. Por um semestre inteiro você correu com as atividades da faculdade, trabalhou que nem louco tentando aprimorar o seu rendimento e finalmente, chegou o período de recesso de fim de ano. Haaar… Que maravilha! Momento para relaxar, curtir suas férias e principalmente, descansar.

Apesar de ter investido bons momentos do meu recesso em leituras e no próprio blog,  acabei encontrando uma música que correspondeu muito bem com meu estado de espírito.  Exceto pela parte de falar mal das pessoas e  de jogar baralho no trabalho euahehehueh.  Confira a criação de Ana Caña, chamada “Coçando”.

Essa versão da música está péssima, mas foi a única que encontrei online.

Sabe o que que a gente faz

Quando a gente não quer fazer nada?

A gente bebe e fica louco

Fala mal dos outros

A gente vai para o trabalho

Pra jogar baralho

A gente liga para alguém

E pergunta como é que vai? Com quem?

A gente sonha o impossível

Ser um ser invisível

Silêncio enquanto penso

Barulho enquanto durmo

Eu vou é fazer nada

Pra esquecer o meu futuro

Silêncio enquanto penso

Barulho enquanto durmo

Eu vou é fazer nada

E assim mudar o rumo

Hoje eu não vou fazer nada

Hoje eu não vou fazer nada não

Sabe o que que a gente faz

Quando a gente não quer fazer nada?

A gente passa o dia inteiro

Sem sair da cama
Faz tudo que não dá dinheiro

Mas a gente nem reclama

A gente dá risada e depois fica sério

A gente fica sério e depois dá risada
Primeiro fica quieto e depois dá um berro

E tudo acontece é só não fazer nada

Silêncio enquanto penso

Barulho enquanto durmo

Eu vou é fazer nada

Pra esquecer o meu futuro
Silêncio enquanto penso

Barulho enquanto durmo

Eu vou é fazer nada

E assim mudar o rumo

Hoje eu não vou fazer nada

Hoje eu não vou fazer nada não

Hoje eu não vou fazer nada




Guerras. O ápice da burrice humana

26 12 2009

Acabei de assistir “O resgate do soldado Ryan”. Não foi a primeira e talvez não seja a última vez. Acontece que toda vez que assisto tal filme fico com o pensamento de quão inúteis nós podemos ser. Pare e pense: para quê  guerras são necessárias? Para que interesses e territórios possam ser defendidos? Francamente…  É triste imaginar que tem gente que comanda outras pessoas (exércitos, por exemplo) para se matarem, de modo a defender interesses financeiros. É mais triste ainda que as pessoas que vão para os campos de batalha sequer tem a real noção do “porque” estão lá.

Guerras, na realidade, fazem uma grande quantidade de dinheiro circular pelo mundo, de modo a manter o sistema captalista vivo. Milhões de dólares são investidos anualmente para desenvolver novas tecnologias, armas e armamentos que já a algum tempo, são capazes de matar milhares de pessoas ao simples toque de um botão.

O pior é que de algumas armas eu gosto: rifles. Já faz um tempo que participo de algumas competições pequenas em clubes de São Paulo, com uma carabina .22. Mas não há o que questionar de que quando utilizada para esporte, uma arma se torna um utensílio completamente diferente de sua função original, seja esta o de caçar ou o de matar pessoas. E gosto ainda mais de rifles por que não tem como você esconder  esse tipo de arma na cintura ou no tornozelo e o transporta para qualquer canto: é dá sua casa para o clube de tiro e nada mais.

Competições de tiro são interessantíssimas, uma vez que exigem extrema habilidade, concentração, perícia e calma do atirador. Conseguir acertar um alvo do tamanho de uma moeda de 1 real a 100, 200 ou 400 metros de distância é uma façanha difícil de ser atingida. E o mais legal de tudo é que não tem sangue, não tem gente morrendo, não tem clima pesado. Assista uma competição uma vez para tirar suas conclusões. Eu recomendo.

Mas infelizmente o uso de armas para competição, como faço, deve corresponder a algo em torno de 0,0001% do destino de todas as armas produzidas. O resto serve para que pessoas possam se matar. E falando nisso, podemos retornar ao tema  principal da conversa: Guerras.

Desenvolver um “negócio” desses papa matar pessoas. Não é muita falta de sexo?

Fico pensando o quão destrutivo deve ser, mentalmente falando, a vivência em um campo de batalha. Não acredito ser errôneo fazer a metáfora de que ninguém volta realmente vivo de uma guerra – uma parte da pessoa deve ser assassinada ao atirar em outras pessoas. Não consigo largar o fato de que estar em uma Guerra deve ser uma das piores coisas do mundo. Principalmente como eu, que se recusa a lutar de modo imbecil por uma causa não menos imbecil.

Nos três meses que passei em Miami (Estados Unidos), cheguei a avistar um Mazda Miata com um adesivo em seu para-choques (foto abaixo) que  me deu arrepios.

“Vietnam Veteran” significa “Veterano do Vietnã”, se referindo ao dono do automóvel, que supostamente participou da guerra do Vietnã. Ou seja: a pessoa que mora em um País (EUA) que se meteu a besta em uma guerra absurda e se ferrou, esteve em tal guerra e se sente orgulhoso de se anunciar como um “guerreiro veterano”. Francamente, ou tem muita coisa fora do lugar, ou eu estou muito fora do lugar.

Apoio que as pessoas devam ter diferentes objetivos na vida, que as pessoas possuam gostos e interesses diferentes, mas tenho dificuldades de respeitar a falta de lógica e/ou reflexão, especialmente quando tratamos de relações humanas. Será que as pessoas que vão para uma guerra tem noção do que elas estão indo fazer? e do PORQUÊ elas estão fazendo isso? Honestamente, para uma pessoa se orgulhar de uma guerra, ou ela possui sensos deturpados de humanismo, ou ela precisa se tratar. Ou os dois.

(se duvidar, ainda consigo desenvolver mais esse texto com o tempo)