Sexta-feira de fim de mês. Namorada foi viajar para casa dos pais, a grana está curta e o cansaço é grande. Esse foi meu quadro neste dia 27 de novembro. Acabei me jogando no sofá e começei a procurar alguma coisa para assistir quando encontrei o filme Wall-E em seu início. Ótimo! Já havia assistido a esta produção da Pixar anteriormente e foi um prazer contemplá-la novamente.
Wall-E aparenta, inicialmente, ser um filme infantil. E na realidade não deixa de ser. O interessante de sua história, no entanto, é que assim como Os Incríveis, o longa metragem possui críticas reflexivas pertinentes misturadas em situações engraçadas e cativantes, tanto para para crianças como para adultos.
A história é da nossa sociedade (do consumo) que degrada o planeta terra ao ponto de tornar a vida nele impossível. Os seres humanos, então, constroem uma super espaçonave (Axiom) e partem para uma viagem de cinco anos enquanto esperam as condições na terra se tornarem amena para que a vida possa ser reestabelecida nela. Para tanto, máquinas Wall-E (de Waste Allocation Load Lifters – Earth-Class, ou basicamente ‘máquinas de limpeza’) são deixadas na terra para limpar o ambiente do lixo deixado pelos humanos, mas não suportam as condições terrenas e acabam deixando de funcionar. Exceto por uma pequena unidade de compactação de lixo, protagonista da história.
Trabalhador árduo, “Wall-E” cumpre sua função todos os dias. A máquina também desenvolve personalidade, começa a colecionar objetos humanos e a cuidar de sua amiga – uma barata. A vida seguia normalmente até que uma sonda EVE (feminina) chega no planeta com uma missão “classified” (confidencial). O protagonista se apaixona pela maquina recém-chegada, e a partir desse ponto, a história toma um rumo ainda mais interessante, uma vez que o robô-reciclador toma contato com os humanos que já circulavam pelo espaço há 700 anos, em vez dos cinco anos planejados.
O interessante da história é observar a nítida mensagem do quão fútil o homem é, uma vez que nesses 700 anos circulando pelo espaço, tudo o que o ser humano fez foi viver consumindo e respondendo mecanicamente às novas modas anunciadas pelas mídias. Não menos interessante é ver “nos ver” conversando e convivendo com pessoas ao seu redor (ou do seu lado) por meio de uma tela. Outra atitude tipicamente humana é a de EVE, que coloca uma arma na cara de tudo que é desconhecido e atira primeiro para entender depois. Também aparecem situações do quão “humano um ser humano pode ser”, instigando a reflexão de nossos valores. Muitas outras questões pertinentes são levantadas na história.
Um filme muito gostoso que merece seus minutos – e os minutos de seus filhos – de ateção. Definitivamente, este eu recomendo.
Imagens: reprodução internet



T-Jet possui suspensão enrigecida. Sua tocada condiz com seu visual










