Menos opinião e mais informação, por favor

14 11 2009

Apagão em 18 estados Brasileiros. Um prato cheio pra ver e escutar diversas pessoas falando asneiras baseadas em críticas infundadas, falta de conhecimento sobre o assunto tratado, sensacionalismo e falta de profissionalismo como escutei em algumas rádios em São Paulos. Que situação vergonhosa.
Acredito que acabamos escutando tantas opiniões pessoais que esquecemos de dar foco maior para a causa do problema. O que foi afinal, que causou isso tudo?

É fato que para qualquer problema que ocorre no Brasil as pessoas já sem “dando paulada”, falando que nada neste país presta. Será que é assim mesmo? Não estou dizendo que tudo é perfeito e q n devemos criticar, mas não seria possível  segurar a onda e esperar para ver o que realmente aconteceu antes de sair fazendo afirmações?

O site UOL informou nesta sexta-feira (13) que segundo o Operador Nacional de Sistemas Elétricos (ONS), três raios atingiram quase simultâneamente as três linhas de transmissão de energia existentes em Itaipu, que possuem tal divisão para evitar que a enegia elétrica deixe de ser transmitida em caso de adversidades em um dos canais. Também de acordo com a ONS, a avaria que ainda está em apuração causou a perda de 28, mil megawatts do sistema elétrico do Brasil, cerca de 40% da energia consumida no País.

Dados que confirmam a hipótese serão apurados e revelads na terça-feira (17).

A falta de luz teve início às 22:13 desta terça-feira (10) e durou até aproximadamente as 03:00 (em algumas regiões da cidade de São Paulo) da quarta-feira (11). No decorrer da quarta-feira a cidade de São Paulo teve que lidar com a falta de abastecimento de água e a desregulagem de alguns dos cinco mil semáforos da cidade.





Idea Adventure

6 11 2009

Adventura 073

Após testar o Polo I-Motion (dividido em partes I e II), o segundo automatizado a vir parar em minhas mãos foi o Idea Adventure 1.8 Flex Dualogic Locker. Os automatizados estão causando o maior “rebuliço” no mercado, e já que o Idea passou por minhas mãos decidi trazer um pouco das minhas noções para você, leitor.

Entre sexta-feira (30/10) e domingo (1/11) percorri 630 quilômetros com o Idea, dos quais 550 km foram em uma viagem feita exclusivamente para ver como ficou o casamento do espírito “Adventure” do Idea com o câmbio Dualogic,  uma união de dois mundos distintos. É de nosso conhecimento que poucos dos que optam pela linha Adventure da Fiat realmente trafegam em situações fora de estrada, mas não podíamos deixar de avaliar o modelo em uma das situações que condizem com a sua proposta. Simples assim.

Também é válido dizer que o Idea possui outra proposta se o comparamos com o Polo, mas não esqueçamos, o foco é o câmbio.

Além das rodovias, o Idea foi conduzido por estradas esburacadas, serra e muitos quilômetros em trilhas leves de terra. Acabei retornando para casa com uma surpreendente satisfação, e com o carro tão sujo quanto um Beagle ficaria ao deparar com um divertido playground cheio de lama, barro e terra.

Adventura 205

Mantive o câmbio do Polo como modelo de comparação para ver como a transmissão automatizada da Fiat se saia, e fiquei surpreso.O Dualogic me agradou muito na cidade pelo funcionamento mais suave. Na estrada seu comportamento foi ainda mais exemplar. As trocas foram rápidas e agora que o convívio com o sistema automatizado virou cotidiano, não houve muitos trancos ou surpresas. O funcionamento agradou pela suavidade, precisão e boa agilidade, características um pouco menos frequentes no sistema da VW, em minha opinião.

Nas estradas de terra o Idea foi posto à prova e não escapou de poças de lama ou terrenos de baixa aderência que podem ser observados nas fotos e no vídeo baixo. Confesso que estava com receio de como seria o comportamento do câmbio automatizado durante o teste, que incluía sequências de subidas íngremes que costumam forçar o sistema de embreagem, mas que ainda assim, seriam facilmente superados por um Idea Adventure Locker com o câmbio comum. Será que o automatizado vai dar conta? Já imaginou ficar sozinho com o carro enguiçado quase no meio do nada? Com uma boa dose de frio na barriga, coloquei o câmbio em “D” e rumei para o meu conhecido traçado off-road.

Felizmente o câmbio não reclamou das situações vividas e carregou o Idea com um vigor que eu não esperava, sem queimar embreagem em momento algum. Em estradas não pavimentadas, o maior ponto negativo do sistema vai para a falta do controle da embreagem, que é o fator que mais limita o desempenho do Adventure em situação “off-road-light”, especialmente em subidas com o piso em baixa aderência. O segundo ponto negativo é quando o câmbio decide passar para a 2° marcha sem ter noção de que a ladeira que está por vir só irá ser superada em 1ª marcha. Nesse caso, utilize o modo manual para evitar surpresas e não haverá  mistérios.

Adventura 110

Muito provavelmente, no entanto, tais limitações para situação off-road sequer serão percebidas pelo proprietário do Idea Adventure Locker Dualogic, uma vez que, como já foi dito,  poucos dos proprietários realmente irão colocar o carro em estradas assim. Uma coisa que chamou a atenção e também pode ser observado nas filmagens são os impactos que se escuta da embreagem e das engrenagens da caixa de marcha, que ocorreram algumas vezes que as rodas patinavam e paravam.

O consumo foi de 8,9 km/l na estrada rodando com álcool. Pouco, mas vale dizer que apesar de eu não estar utilizando o ar-condicionado, realizei testes de aceleração e o trânsito estava pesado, não fluindo com muita facilidade. Nas estradas de serra da filmagem, o consumo aumentou para exatos 5,5 km/l. Compreensível se atentarmos ao fato da altitude elevada que o Idea estava (chegando a um pico de 1 700m) e as condições da estrada.

Adventura 153

Os pneus de uso misto tracionaram muito bem tanto na terra quando no asfalto, e os ângulos de entrada, de 29°, saída, de 48° e altura livre em relação ao solo de 18,5 cm são mais que suficientes para que o Idea Adventure circule à vontade em trilhas leves que a maioria de seus proprietários sequer sonha visitar, mesmo com o Dualogic. Mas vale enfatizar: o modelo só deve circular em trilhas leves, uma vez que sua tração é apenas dianteira e o sistema Locker colabora em situações complicadas, mas não faz milagres. Essa afirmação pode ser averiguada no vídeo abaixo.

Realmente gostei muito do Polo I-Motion, mas o Dualogic do Idea insiste em não me deixar com saudades do câmbio automatizado da VW.  Paciência…

Adventura 137

PS: Local das fotos e filmagens = Pico dos Marins

Fotos, Vídeos e Edição = Márcio Murta





Coisas fora do lugar…

1 11 2009

A idéia do Post de hoje é refletir um pouco sobre o que aconteceu com a estudante da Universidade Bandeirante, Michele Vedras, na quinta-feira dia 22 de outubro, e exibir alguns pensamentos sobre o ocorrido. A situação é interessante para mostrar para aqueles que possuem a capacidade de refletir – porque afinal, quem não reflete vai achar a situação engraçada – como as coisas estão fora do lugar na nossa sociedade.

Michelle Vedras (nome fictício) teve que sair da faculdade em que cursa turismo escoltada por PM’s, após parar as  aulas por conta do vestido que usava, que chamou a atenção dos alunos. Segundo a Folha de São Paulo, cerca de 700 pessoas entre estudantes e funcionários  se reuniram ao redor da sala aonde a garota de 20 anos se refugiu.

Diante da situação, dá vontade de começar um Post como esse dizendo “O mundo está perdido”. Exageiro?  Talvez. Mas vamos aos fatos: Se alunos de uma faculdade, que são pessoas que deveriam ter o mínimo de noções de seus atos e de cidadania, conseguem literalmente perder o controle de seu comportamento por estarem em grupo, o que podem fazer pessoas não instruídas?

É curioso ver como a união entre um belo par de pernas, maquiagem bem feita, um vestido curto e a falta de bom senso (de todos os lados) podem mobilizar centenas de pessoas e seus desejos sexuais reprimidos (Freud) .  Tem muita coisa “fora do lugar”, tanto dos “homens e mulheres da caverna” que se reuniram para ver a estudante em seu vestido cor de rosa, quando na prória “Michele”, que se recusou a trocar de roupa. Ou ela gozava de um certo prazer mórbido em atrair tal multidão, ou ela é realmente sem noção em não avaliar a necessidade de se proteger. Particularmente, acredito o tempo de inocência passou.  Acredito mais na 1ª possibilidade.

Não estou de forma alguma defendendo a ação dos trogloditas que se aglomeravam para ver a menina. No limite, não duvido que toda aquela multidão estuprasse aquela que chamavam de puta. Qual é? É desejo ou e repúdio de uma puta?

Complicado é que não há um exemplo sequer de educação ou punição pra tais pessoas. Não há noção de limite, não há a noção de certo e errado. Não há educação. E como já disse em crítica à sociedade em um Post anterior (Leve Sociopatia… Ou Seria Sociofobia?), é preocupante imaginar que essas pessoas vão se tornar, futuramente, pais. Que educação essas crianças vão receber? Putz… Acho que o mundo está perdido…





Encurralado (Duel)

24 10 2009

duel-1971-poster

1971.  Este foi o ano de lançamento de Encurralado (Duel), o primeiro filme dirigido por Steven Spielberg. Filmado nas ermas e isoladas estradas da Califórnia, o longa metragem de 89 minutos causou impacto na época de seu lançamento, gerando doses de suspense e adrenalina incomuns a 38 anos atrás.
David Mann (Denis Weaver) atravessava um deserto calmamente em seu Plymouth vermelho, até que encontra um lento, velho e enferrujado caminhão pipa em seu caminho. Sem querer perder seu tempo e incomodado pela fumaça gerada pelo brutamonte a sua frente, Mann ultrapassa o caminhão de combustível. Momentos depois, enquanto a viagem fluía distraidamente, o protagonista da história é pego de surpresa quando é ultrapassado pelo mesmo caminhão, que volta a andar lentamente.
Sem entender o que o caminhoneiro queria, David o ultrapassa novamente, dando início a uma corrida que não queria participar: o caminhoneiro começa persegui-lo, bater em seu carro, e literalmente a tentar o matar, enquanto não há para onde fugir, a não ser seguir em frente na estrada que parece ser infinita. O Plymouth até estava conseguindo se distanciar do assassino, quando  problemas mecânicos o deixam lento, e o caminhão volta a se aproximar…

Sacadas interessantes
O filme conta com sacadas que elevam o drama da situação. Em nenhum momento é passada a sensação de que a situação é uma simples perseguição na estrada. O suspense vai aumentando a cada minuto por conta do motorista do caminhão, que não possui o seu rosto revelado em nenhum momento.  Por vezes, é passada a sensação de que o caminhão sequer é dirigido por um homem; parece uma máquina que quer brincar de gato e rato com um homem. Dá pra filosofar e ir longe nas idéias que o filme deixa no ar. É, no mínimo, muito bem sacado. Encurralado é um clássico e eu recomendo.





6º Mês de vida do Deunaminhatelha!

19 10 2009

6º mês de vida do Deunaminhatelha! Mais uma vez o tempo apertado fez com que o POst fosse atrasado, mas faz parte. Cada “aniversário” é contado no dia 15 de cada mês, uma vez que foi nesta daa que o blog foi criado. Veja o Resumão da vida do blog neste mês passado:

No 1° mês foram 669 visitas.

No 2° mês com o blog teve 1009 visitações, totalizando 1678 acessos desde o primeiro mês.

No 3º mês 1552 pessoas acessaram o blog, atingindo um número de 3230 visitas no total.

No 4º mês de vida 2270 pessoas entraram no blog, totalizando exatas 5500 visitas.

No 5º mês o blog recebeu 2232 pessoas, totalizando 7732 visitas.

O sexto mês foi simplesmente “bombástico”. Com 11 086 visitas acusadas no dia 15/10, o Deunaminhatelha recebeu 3354 visita, totalizando a média de aproximadamente 112 acessos por dia.

Os assunto exibidos no 6º mês foram:

Filmes = Gamer e Os Goonies

Deu na minha telha: Tudo vai Muito bem até tudo dar muito erradi

Verde: DIa da árvore

Automóveis: Fazendo Drift,Polo I-Motion Parte I, Polo I-Motion Parte II, Nova TR4 2010 flex.

Ainda realizei uns “teasers”, mas eles não são Posts de verdade, então não conta.

Foram apenas 8  Posts, mas devido a problemas – que ainda serão relatados aqui -, não tive disponibilidade para escrever. Agradeço pela colaboração de todos.

Abraços!





Cordeiro em pele de lobo

17 10 2009

Amor… Paixão Adrenalina à primeira vista. Foi exatamente isso que o pequeno hatch da Fiat despertou em mim no primeiro contato. Até então havia apenas escutado falar sobre o modelo, mas agora eu eu estava observando-o e com sua chave na minha mão.

Externamente o modelo apresenta Pneus mais largos e de Perfil baixo, rodas de aro 17″, suspensão levemente rebaixada, um body kit agressivo e cor bem chamativa. O Punto T-Jet tem personalidade, e eu gosto dela. Entro na cabine e percebo que seu interior é aconchegante, o indicador da pressão no turbo no painel é convidativo, e a direção dura, assim como o banco com excelente apoio, passam segurança para realizar curvas.

Tjet2 026Interior bem acabado do modelo agrada. Assentos esportivos merecem destaque

Não perco muito tempo para me acomodar no banco, ajeitar os espelhos, regular a altura e a profundidade do volante e acertar o banco na minha posição predileta enquanto tento controlar a adrenalina que já fazia as minhas pernas tremerem um pouco. O Motivo? Um motor 1.4 16 válvulas que conta com a ajuda de um diminuto turbo que envia picos de 1 bar de puro fôlego para o motor.

Tjet2 015

Painel informando a pressão do turbo

Giro a chave, respiro fundo, e coloco o T-Jet em movimento. É a hora da verdade.  Anda ou não anda? É um esportivo de verdade? É um lobo em pele de cordeiro, ou cordeiro em pele de lobo? Veja abaixo…

Saindo da redação

Quando diriginda calmamente, como fiz nos primeiros quiômetros, a versão esportiva do Punto me surpreedeu por ser suave. Seu motor não apresentou  surpresa no anda e para do trânsito,   e  sua suspensão, apesar de possuir uma calibragem mais voltada para a esportividade do que em uma versão comum, é até confortável.

Produzindo 152 cavalos de potência a5500 rpm e 21,1 kgfm de torque a 4500 rpm, o propulsor não é um demônio, mas é um mais que respeitável capetinha. Os 100 km/h, segundo a Fiat, são atingidos em apenas 8s4 e a velocidade máxima é de 203 km/h. Números que eu acredito condizerem com a relidade.

O punto tem uma pegada forte, é divertido de ser dirigido e  é capaz de deixar muitos modelos de maior potência, cilindrada e valor comendo poeira.

Tjet 027

TJet na sombra do portão. Compacto nada comportado

Dirigir o T-Jet pode ser um tanto complicado, no entanto, em duas situações. A primeira e pior delas é o seu câmbio, nada preciso para tocada esportiva. A segunda é a sua faixa útil de rotação; O carro pouco andará – ou simplesmente não andará – abaixo de 2000 rpm. Não espere uma retomada vigorosa de 3ª marcha partindo de 1000 rpm. Isso, entretanto, é uma questão de bom senso e se adequar às características do TJet.

Fora esses dois fatores pontuais o esportivo agradou, e muito. Seus freios foram sempre eficientes e progresivos, a suspensão mantém um bom balanço entre conforto e esportividade e a tração do modelo não deixa a desejar. A relação de marchas relativamente curta ajuda a manter o giro sempre alto e o turbo sempre ativo. Cuidado apenas para não lixar os pneus 205/50, especialmente em acelerações na 1ª marcha.

Entre o momento em que peguei o esportiv,o às 16h de um dia, e devolvê-lo às 11 horas do dia seguinte, rodei mais de 150 km somente avaliando suas retomadas, dinâmica em curvas e frenagens e o simples rodar no trânsito de São Paulo.

Aviso aos navegantes

Os que dirigirem o T-Jet pela primeira vez podem estranhar a forte entrada da turbina a partir dos 2500 rpm. Nada, no entanto, que o tempo não ensine a dosar melhor o pé do acelerador. As acelerações e retomadas feitas a partir de 2000 rpm são animadoras.

Outra informação que se deve ter em mente é que a reação do T-Jet, assim como de qualquer outro turbinado  ( em diferentes níveis, obviamente) é muito diferente de um motor pequeno aspirado. Ele requer cuidado em curvas,  especialmente em giros médios e altos. Nessa  situação, se o motorista acelerar um pouco antes do ponto certo, a vigorosa entrada do turbo acelerá demais o modelo,  que correrá o sério risco de escapar pela tangente.

Outra situação é a facilidade em que altas velocidades são atingidas, que em muitos casos o motorista não percebe. Algo como “caramba, eu acelerei forte por 7 segundos e já estou nessa velocidade?”. Em situações de entrada de marginal, por exemplo, no mesmo tempo que levo para atingir 90km/h em meu corsa 1.8, o punto ultrapassoou os 110 km/h. É um brinquedo divertido, mas cuidado para não vacilar. Maior a velocidade significa menor  tempo e  espaço para realizar correções.

Digo apenas que o hatch da Fiat seria mais animador se seu escape produzisse um timbre um pouco mais esportivo e nervoso. Não que o T-Jet seja muito silencioso, mas o som por ele produzido, em minha opnião, acaba não passando para o motorista uma das coisas mais divertidas em um esportivo: a sensação de velocidade e de motor nervoso.

Nem sempre a velocidade é a coisa mais importante na hora de dirigir um esportivo, e sim o conjunto de sensações que o modelo promove. O Punto acabou não me aimando tanto quanto eu esperava, apesar do ótimo desempenho e precisão. Falto um pouco da sensação.

Por R$ 60 930, no entanto, acho o T-Jet uma “barganha”, especialmente pelo fato dele realmente ser bem acertado e de não possuir um concorrente direto. Eu compraria um se dispusesse de capital.

Tjet 023Pequeno modelo é imponente. E a foto é meio nada haver…

Fotos: Márcio Murta





Até o fim desta semana, no Deunaminhatelha…

15 10 2009

Tjet 007

Tjet 010… …

Tjet 032

Até Lá!

Deunaminhatelha completa hoje o seus 6º mês de vida!





Fazendo Drift

8 10 2009

Nada hver 036

Quando meu chefe pergunto se eu queria voltar para o trabalho em “grande estilo” depois de uma semana de licença médica, as minhas pernas deram aquela tremidinha. Algo realmente grande estava por vir. “Sabe fazer drift?” foi a pergunta seguinte. Pronto, o meu sorriso estendeu-se de orelha a orelha.

Às 13h desta segunda-feira (5) rumei em direção ao centro de Exposição Imigrantes, para uma reunião informal realizada pela Drift Company, que estará presente no evento X-treme Motorsport. O objetivo do encontro era de aproximar um pouco mais os repórteres do esporte. Lá tive o meu primeiro contato oficial com a prática automobilística Japonesa que surgiu na década de 1970. E realmente, como disse meu chefe, foi em grandessíssimo estilo.

Nissan Silvia, 240SX e Toyota Chaser estavam disponíveis para serem guiados no pequeno traçado delimitado por cones – coitados. Além da potência fora do comum (o menos potente possuía “apenas” 280cv…), a direção posicionada no lado direito dos carros, importados do Japão, foi outra novidade. O S15 testado estava equipado com suspensão de competição, embreagem de carbono, e diferencial bloqueado.  Sento e ajeito o banco do motorista na minha posição, ligo o bólido e rumo para a pista…

Nada hver 081

(tentando) Andar de lado

O traçado era pequeno, com cinco curvas, e as manobras eram executadas em segunda marcha. Apesar das diversas técnicas possíveis para iniciar a derrapagem da traseira, como utilizar a embreagem para elevar o giro e aí então despejar a potência, ou usar o freio de mão, o Nissan Silvia necessitava apenas de um toque no freio para transferir o peso para as rodas dianteiras, e de uma boa “solada” no pedal do acelerador para que a traseira começasse a tentar ultrapassar a dianteira. A partir daí, contra esterço no volante e cutucadas no acelerador em doses controladas são o necessários para manter o esportivo deslizando na medida certa.

As entradas da curvas foram fáceis na minha vivência. O problema que enfrentei foi o balanço para manter a traseira no ângulo certo do meio para o fim das curvas: O equilíbrio entre patinagem e controle depende da perfeita dose de aceleração com o ângulo do contra-esterço, coisa difícil de ser atingida em 4 minutos. Rodei quatro vezes (confira o vídeo), mas garanto que foi inesquecivelmente divertido.

Sensibilidade, acredito eu (além de muita prática), talvez seja o maior diferencial entre um bom e um mal piloto de drift. É necessário conhecer o carro e o seu acerto da suspensão, assim como a pista, para que um bom desempenho possa ser atingido. Toda a ação é baseada na reação que automóvel terá: o quanto ele deslizará, e o quanto de freio de mão, ou freio, ou embreagem, contra-esterço e/ou acelerador vão ser necessários para mantê-lo de lado pelo maior tempo possível.

Manter a adrenalina sob controle também é difícil. O ronco alto do quatro cilindros 2.0 16v turbo do Silvia aguçava os sentidos a cada acelerada mais forte, e exigia reações rápidas e precisas. É até engraçado por que não tem como esconder: Se errar você vai rodar ou seguir para o sentido contrário da curva. Nem é preciso dizer para não tentar fazer isso nas ruas, né?

Definitivamente não é o esporte mais barato do mundo. Mas aqui no Brasil, é um dos mais exclusivos. Obrigado, chefe, pela oportunidade (rs)!

Se você se interessa por essa arte, recomendo o contato com a Drift company: www.driftcompany.com.br . Os caras são mestres.





Ainda nesta Semana, no Deunaminhatelha…

6 10 2009

… Como seria fazer Drift??





Gamer

4 10 2009

352f3bo

Eis que fui para o cinema assistir Gamer neste sábado (03/10) e saí inesperadamente animado da seção. Não, a matança e sangue que rolam pelo filme não são o motivo, e sim o bom conjuntos de idéias – algumas que até Zygmunt Bauman expôs em seu livro O mal estar da pós modernidade – que formam um enredo pra lá de interessante.

A data em que a história ocorre não é especificada, apenas é dito que ela se passa em um futuro não muito distante. Avanços tecnológicos permitem que pessoas possam ser controladas por nano tecnologia (chamada de Nanex, no filme) e façam parte de um jogo criado por Ken Castle, empresário criador da tecnologia. Primeiramente o jogo chamado Society foi lançado, e nele seres humanos são pagos para serem controlados por outros humanos.  Ordens são dadas aos personagens através de um computador, bem ao estilo dos jogos The Sims ou Second Life (também de computador).

O que move o Society são basicamente todos os desejos sexuais reprimidos da raça humana; como os jogadores ficam em anonimato – ou seja, não podem ser reprimidos por qualquer paradigma social – os mais profundos e até doentios desejos humanos podem vir à tona e serem praticados.

Castle, no entanto, inicia um novo jogo de sucesso chamado Slaves, em que prisioneiros que estão condenados à morte podem participar voluntariamente, já que aquele que conseguir sobreviver a 30 partidas será libertado. O esquema de funcionamento é o mesmo do jogo anterior, mas desta vez os personagens disputam por suas vidas com armas em um campo de batalha, e são guiados por jogadores adolescentes (exatamente como Counter Stryke).

A meta de sobreviver a 30 partidas, nunca antes atingida, está próxima de ser cumprida por Kable e seu controlador Simon, tornando-os mundialmente conhecidos. Mas Castle tinha outros planos para o penitenciário…

Mark Neveldine e Brian Taylor realizaram um belo trabalho ao elaborar a história. Esse filme eu recomendo.